terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um olhar diferente

Ver o que a maioria não viu.

            Certa vez uma mulher foi flagrada em adultério e como era a lei (civil e religiosa) ela deveria ser apedrejada em público até a morte. E uma multidão olhava aquela mulher sem compaixão e certos que iriam fazer o que era certo dentro das leis dos homens e da lei de Deus.

            Jesus viu naquela mulher o que os outros não viram. Uma mulher sofrida e aprisionada em seus vícios. Uma mulher que tivera todo seu carinho roubado por aqueles que provavelmente seguiam as leis. Fico imaginando o que o evangelho não conta: Jesus olhando com carinho para aquela mulher e, ela com certeza percebeu que nunca ninguém a olhou daquela maneira. E diante de tanto amor, a mulher deve ter lamentado ter sido escrava durante tanto tempo.

            O restante da história vocês com certeza já conhecem. Diante da frase de Jesus, todos largaram suas pedras e foram embora.

            Estamos preparados para este olhar? Será que não somos escravos de alguma coisa? Conseguimos ver o que a maioria não vê?

            Ontem vi um olhar parecido no rosto de uma jovem. Passei o dia com um casal amigo tentando conseguir uma operação para seu filho de 10 anos. O menino se encontra internado há 36 dias no Hospital Souza Aguiar e precisa ser transferido para outro hospital onde façam a operação necessária. Recorrendo a muitos amigos conseguimos encaminhar as coisas. À tardinha aproveitei para visitar o menino e ao chegar lá havia uma festinha para as crianças. Bolo, doces, refrigerantes... Um pouco antes de terminar a visita, vi algumas pessoas com camisas de um Banco e essas pessoas estavam com sacos de presente para as crianças ali internadas. A alegria no rosto daquelas crianças todos viam perfeitamente.

            Algo me chamou mais a atenção. Vi um olhar diferente, e lembrei-me do olhar de Jesus. Longe de eu comparar alguém a Jesus, porém o olhar com certeza era bem próximo ao olhar de amor para com aquela mulher do Evangelho. Uma jovem funcionária do Banco olhava diferente para aquelas crianças. De longe fiquei reparando aquele olhar. Não reparei rosto, nem corpo, nem vestimentas. O que destacava era o olhar. Mistura de amor, de satisfação, de alegria e de dor pelo que as crianças estavam passando.

            Meus amigos, peço hoje em minhas orações, para que possamos olhar devagar para todas as coisas. Desafio a vocês a verem o que a maioria não vê. Em pedras estranhas e distorcidas sobrevivem diamantes. Ao nosso lado encontraremos sempre cenas como a de Jesus e a mulher que seria apedrejada.  Ou tentamos ser diferentes mudando este mundo ou gritamos como a multidão, um grito fácil e demoníaco.

            No meio de uma multidão de seguidores de leis apareceu uma um olhar de amor. E no meio de uma enfermaria surgiu um olhar diferente. Haviam olhar de crianças, olhar de mães, olhar de amigos... Um olhar parecia ser um somatório disto tudo. Fiquem com Deus

Um comentário:

  1. Como sempre meu amigo fiquei sem palavras diante desta sua linda história...Pena que poucos são os seres humanos capazes de olhar o mundo, a vida e os outros seres ao seu redor com este olhar diferente, com este olhar semelhante ao de JESUS, com este olhar de amor!!! Que Deus lhe abençoe por esta história maravilhosa e de tão grande reflexão e que premita que vc enchergue sempre a vida com esse seu olhar...Um olhar que procura enchergar tudo com o coração!!! Abraço e muita paz para vc.

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