quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não percas esta mensagem de blog!

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Início e o até breve de uma amizade. A morte do amigo gaúcho.



            Quando comecei a conhecer esse mundo chamado internet ainda não havia Orkut, face, MSN e outros tantos. Foi então que criei um site chamado O Missionário, mesmo nome de um jornal que eu editava e era responsável. Havia na época um hospedeiro gratuito que se chamava intermega e eu procurava atualizar semanalmente.
Confesso que não me sentia a vontade neste novo mundo e criei um apelido e só me identificava com ele (Deleon). Depois que encontrei meu pai na internet e meus irmãos passei a colocar foto e usar o nome, assim facilita que pessoas possam me encontrar.

            Neste site, eu colocava mensagens, assuntos teológicos e até receitas. Como o jornal tinha ligações com a paróquia de Santo Antônio eu destinei um cantinho para colocar a vida deste herói da fé, que viveu divulgando a Santa Escritura. Foi aí que começou a história de uma amizade.

            No site havia um lugar para que as pessoas colocassem opiniões e comentários. Um dia recebi uma mensagem de um gaúcho sexagenário que me dizia mais ou menos assim: Caro Deleon, sou um ateu e acredito que Deus tenha sido criação do homem e não o contrário. Porém, sendo filho de imigrantes italianos, perdi meus pais ainda criança e a única coisa que tenho deles é uma velha imagem de santo Antônio, e tenho curiosidade de saber alguma coisa este personagem.

            Meus amigos, formam várias prosas, no antigo ICQ, que fortaleceram uma amizade. Encurtando a história, narrei à vida de Frei Antônio sempre destacando que ele era lembrado até hoje (mais de 800 anos depois da morte) por ter seguido a Jesus e divulgado o Evangelho. E foi assim que o amigo começou a sentir a vontade de conhecer Jesus. Logo depois, queria como frei Antônio, se dedicar a ajudar os irmãos e divulgar as palavras do Salvador.

            Esta história daria um livro se eu fosse colocar cada passo dessa caminhada. O Gaúcho procurou uma Igreja local, contou ao pároco essas nossas prosas e começou a estudar e se preparar para o batismo e primeira comunhão (catecumenato).

            Não foi o suficiente para o velho gaúcho. A sede de Jesus era grande. Tornou-se Ministro da Eucaristia, agora o homem que era ateu levava a Palavra, o conforto e Cristo Eucarístico para os doentes e necessitados.

            Ainda era pouco. O amigo então desejou ser Diácono permanente. Para os que não sabem, diácono permanente é o mesmo que um padre, só não podendo ouvir confissões e transformar o pão e vinho em corpo e sangue de Cristo. Como era casado o amigo não poderia receber o sacramento da Ordem (ser ordenado padre). Mas poderia realizar cultos, batismo e até administrar uma capela ou paróquia.

            Seria agora em junho, no dia de São Pedro, que o gaúcho realizaria este sonho. O câncer não permitiu. O amigo pediu a neta dele que assim que ele se fosse me entregasse um e-mail. Nele, o amigo agradecia por ter mostrado um rumo e que mesmo sabendo que restava pouco tempo de vida me disse que estava feliz e pronto para a vida eterna.
            Meus amigos, eu choro até com filmes, imagine numa hora dessas?. Mas... Estranho que é um misto de dor pela saudade de um amigo que nunca vi pessoalmente mas que era tão importante e se foi, e a alegria de ver que um homem vazio conseguiu ser feliz e encontrou um caminho. Ele não precisava ter me agradecido. Eu é que deveria ter agradecido por tudo e pelos ensinamentos que ele me deu, mesmo não sabendo. É apenas um até logo.  A caminhada do gaúcho aqui terminou, Deus o receberá de braços abertos na Jerusalém Celeste.  Ele terminou o e-mail dizendo que ia continuar jogando bola de gude (Outra hora explico isso)

            Meus amigos, estou comentando isso para que vocês percebam que a internet pode ser diferente. Nós podemos fazer com que seja diferente. Ouvir e dar atenção com amor a quem precisa, independente de raça, cor, religião, posição social. Ninguém nasce odiando ninguém, odeiam porque ensinam. Vamos ensinar amar. Todos podemos aprender e podemos ensinar. O homem é capaz de Deus e Deus é Amor.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Paulo -Pedro... Roma...

Tarço era, no início dos séculos, o mais importante centro intelectual, o mais famoso do Oriente Médio. Os historiadores afirmam que era uma cidade mais culta que Atenas ou Alexandria.. Ali se podia aprender retórica, freqüentar institutos científicos. Paulo Captou alguns rudimentos esparsos e com ele fez sua base cultural. Isso poderia ter sido desastroso, mas acabou sendo muito eficaz. Paulo falava grego, porém um grego recheado de latim, hebraico e aramaico.. Era uma linguagem muito popular e local que a maioria dos judeus, dos mercadores e o povo em geral compreendia perfeitamente. Desta maneira nos é apresentada as cartas paulinas. Quase não há citações clássica do grego. Mas há um estilo, um tom, uma vibração, um equilíbrio das frases. Me atrevo a dizer que há um misto de violência e ternura que são só dele. Se os Evangelhos transmite o essencial da mensagem cristã, Paulo consegue o incrível casamento entre uma reflexão religiosa e uma língua que dominava o Mediterrâneo oriental há mais de seis séculos. Paulo travava fortes debates com Pedro. O brusco pescador nada tinha de intelectual, mas estava sobre ação do Espírito Santo. Mesmo com fortes razões em suas discórdias, Paulo sempre ao final reconhecia a liderança de Pedro, liderança essa dada pelo Mestre que o transformou em “Pedra base” do cristianismo. Assim era a Igreja primitiva, onde os membros se amavam, apesar das discórdias de pensamentos. Mais tarde, com o reconhecimento do Império Romano, que deixou de perseguir os cristão e transformaram o cristianismo na religião oficial do império,  chamaram pela primeira vez de igreja universal (católica em latim), apostólica por sua origem direta dos apóstolos de Cristo, e romana por ter sua sede em Roma, capital mais importante da época. Para esse reconhecimento muitos morreram.  Depois começaram as divisões, tudo em virtude da fraqueza humana. Vieram os ortodoxos, também de origem apostólica. 1500 anos depois a Reforma Luterana, Calvinista e outras menos importante. Mesmo com as divisões, o cristianismo se manteve firme. Porém, mesmo com pensamentos diferentes, há a necessidade de que todos olhem para os cristão e digam como no início: Vejam como eles se amam! Infelizmente não é assim. Mas é uma promessa de Cristo de que nada conseguirá terminar esta caminhada que já dura quase 2000 anos.  Dizia minha vovó: Mentira tem perna curta. Só uma verdade dura tanto. Para os católicos, a separação foi benéfica pois abriu os olhos para rumos errados que a mesma estava tomando. Para os separados, aqueles com bases sérias e fixadas nas Escrituras, devem o reconhecimento aos católicos, que com acertos e erros dos homens, mantiveram, com perseguições e mortes, a continuação, conservação e divulgação da Palavra. Que nos amemos. Amém (Hugo)