sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Paulo -Pedro... Roma...

Tarço era, no início dos séculos, o mais importante centro intelectual, o mais famoso do Oriente Médio. Os historiadores afirmam que era uma cidade mais culta que Atenas ou Alexandria.. Ali se podia aprender retórica, freqüentar institutos científicos. Paulo Captou alguns rudimentos esparsos e com ele fez sua base cultural. Isso poderia ter sido desastroso, mas acabou sendo muito eficaz. Paulo falava grego, porém um grego recheado de latim, hebraico e aramaico.. Era uma linguagem muito popular e local que a maioria dos judeus, dos mercadores e o povo em geral compreendia perfeitamente. Desta maneira nos é apresentada as cartas paulinas. Quase não há citações clássica do grego. Mas há um estilo, um tom, uma vibração, um equilíbrio das frases. Me atrevo a dizer que há um misto de violência e ternura que são só dele. Se os Evangelhos transmite o essencial da mensagem cristã, Paulo consegue o incrível casamento entre uma reflexão religiosa e uma língua que dominava o Mediterrâneo oriental há mais de seis séculos. Paulo travava fortes debates com Pedro. O brusco pescador nada tinha de intelectual, mas estava sobre ação do Espírito Santo. Mesmo com fortes razões em suas discórdias, Paulo sempre ao final reconhecia a liderança de Pedro, liderança essa dada pelo Mestre que o transformou em “Pedra base” do cristianismo. Assim era a Igreja primitiva, onde os membros se amavam, apesar das discórdias de pensamentos. Mais tarde, com o reconhecimento do Império Romano, que deixou de perseguir os cristão e transformaram o cristianismo na religião oficial do império,  chamaram pela primeira vez de igreja universal (católica em latim), apostólica por sua origem direta dos apóstolos de Cristo, e romana por ter sua sede em Roma, capital mais importante da época. Para esse reconhecimento muitos morreram.  Depois começaram as divisões, tudo em virtude da fraqueza humana. Vieram os ortodoxos, também de origem apostólica. 1500 anos depois a Reforma Luterana, Calvinista e outras menos importante. Mesmo com as divisões, o cristianismo se manteve firme. Porém, mesmo com pensamentos diferentes, há a necessidade de que todos olhem para os cristão e digam como no início: Vejam como eles se amam! Infelizmente não é assim. Mas é uma promessa de Cristo de que nada conseguirá terminar esta caminhada que já dura quase 2000 anos.  Dizia minha vovó: Mentira tem perna curta. Só uma verdade dura tanto. Para os católicos, a separação foi benéfica pois abriu os olhos para rumos errados que a mesma estava tomando. Para os separados, aqueles com bases sérias e fixadas nas Escrituras, devem o reconhecimento aos católicos, que com acertos e erros dos homens, mantiveram, com perseguições e mortes, a continuação, conservação e divulgação da Palavra. Que nos amemos. Amém (Hugo)

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